quarta-feira, 13 de março de 2013

Alegoria de um falso vagabundo

Por mais que parecesse, no fundo ele nunca se importou. Era um cara de espírito forte, emoção ativamente brusca. Parcela de um ser humano, humano. Sensível. Insano. Maluco. Tímido. A procura da mulher devoradora, o que o faz um cachorro. Confusões e mais confusões na mente desse homem acanhado onde se passa a mulher dos seus sonhos, ao acordar excitado. O que ela era pra ele? Ninguém poderia imaginar, nem o mesmo saberia concretizar. Seria invisível? Não... Na cabeça dele não se passa imaginações irreais. Tinha esperanças de encontrar a musa do sonho, de todas as noites, a causadora da sua insonia. Em uma segunda feira morta, como todas as segundas, ás 07:30 da manhã, ele acorda, pensando estar atrasado, para o seu primeiro dia de trabalho. Levantou-se da cama correndo, vestiu uma roupa social, tomou café, saiu do prédio e pegou o seu carro e foi de encontro a empresa. Na sala, ficou meio intrigado e feliz ao mesmo tempo, pensando que ficaria sozinho. Ele e o sistema. - O sistema, e ele. Fazendo o seu serviço, olhou pro lado, especificamente para a porta. Tombou seu corpo para frente, ao dar um chute, pra fecha-la. Antes desse ato, uma mulher maravilhosa aparece. Calma! Maravilhosa é pouco, não se tem adjetivo. Mas era uma meio morena, e meio loira. A primeira coisa que ele disse, com a voz um pouco engajada, foi: - É... Quem seria, é... (gaguejou, novamente) Você. Digo. Bom dia! Ela sorriu, com os lábios mais carnudos e gostosos. - Ele nunca tinha visto isso antes. E logo falou, mostrando nenhum interesse por ele, deixando - o irritado por dentro. - Oi. Meu nome é Anatelle. Vou ser tua secretária. Posso entrar? Ele levantou, desajeitado, meio embaraçoso. - Bom, Anatelle. Que nome... Estranho. Eu sou o Liam. Prazer. Entre, e sente-se, não repara a bagunça. - Pode deixar. Ela franziu a sobrancelha, olhando os papeis esparramados no chão. - Desculpa, acabei de me mudar pra cá. É meu primeiro dia. Ela notou, porem, calada e firme. Conversaram durante horas, falaram sobre o que iriam fazer, ela ensinou a ele como não ficar nervoso. E ele contou suas histórias de quando criança, sem nenhum intuito de impressiona-la, afinal, ela demonstrou não ter interesse em caras novos. Uma coroa, de 26 anos, como ele pensou, ao desenvolver do papo, nunca ficaria a fim dele. Risos rolam, ela o chama de bobo, ele o chama de linda, e logo toda aquela impressão fria acaba, no primeiro dia. Ela foi para casa e ele continuou. Levantou-se da cadeira, arrumou tudo, seguiu as dicas dela. E os dias se passaram, e toda aquela rotina, surgiu novamente, como um rótulo. E todos os dias, ela estava lá, com ele, trabalhando, pesquisando, se entretendo. Uma noite chuvosa aconteceu, trovões, relâmpagos. Ela demonstrou medo, ele a abraçou e sentiu o seu corpo gelado, e a pele mais doce, que nunca tinha tocado em alguém antes. Ela recuou. - Não sou como as outras, Liam. Não vai achando que... - Ele a interrompeu, com a mão na boca dela. - Não fala nada, murmurou. Logo em seguida, puxou seus lábios, ela surpresa, e cansada de fingir não querer ele, foi deixando o garoto fazer o processo. Com as mãos na cintura dela, ele a trouxe ao colo dele, na cadeira, e abriu as suas pernas, direcionado a cada lado do seu quadril. Ele se mexeu um pouco e ergueu a cabeça até o seu pescoço, dando leves mordidas, abusando dela, lentamente. O seu propósito era ouvir cada gemido afagado no seu ouvido, e uns gritos, de tesão. A cada movimento que houve, cada chupada até a foda completa estimulada de orgasmos, com preliminares extremamente sacanas de ambas partes, o que dá a vontade de voltar sempre no mesmo lugar, com a esperança de acontecer novamente... Mais e mais. Sem fim.

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